
Oficina Pinhole na Lata - Sesc Pompeia - PINHOLEDAY 2012

Oficina Pinhole na Lata - Sesc Pompeia - PINHOLEDAY 2012
Convocação Pinholeday 2012
Chegou o mês mais pinholístico do ano, abril. O último domingo
do mês foi instituído como dia oficial da pinhole pelos organiza-
dores do site pinholeday.org, em que pessoas do mundo inteiro
promovem ações como oficinas, workshops, cursos e diversas
atividades utilizando a câmera de orifício para fotografarem e de-
pois postarem uma imagem para comporem a galeria do evento.
A ideia é deixar de lado por um momento os super equipamentos
fotográficos de última geração e utilizar apenas uma câmera sem
lentes para fotografarmos. O site promove o evento desde 2001 e
o número de participantes aumenta a cada edição.
A pinhole geralmente é feita de maneira artesanal, possui apenas
um furo de agulha no lugar das lentes e algum material sensível no
interior da câmera para a captação da imagem, porém podemos
fazer uma câmera pinhole apenas para observação, como transfor-
mar um quarto em uma grande câmera, onde podemos observar a
imagem formada estando dentro desse quarto.
Esse ano estaremos no Sesc Pompéia com oficinas abertas, trans-
formando um dos espaços em uma grande câmera de observação e
a possibilidade de fotografar com latas e papel fotográfico, obtendo a
imagem “instantaneamente” no laboratório preto e branco.
ESPECIAL DIA MUNDIAL DO PINHOLE 2012
SESC POMPÉIA
SUPER OBSERVATÓRIO DO MUNDO INVERTIDO Dia 29 de abril –
12h espaço internet livre
PINHOLE NA LATA – dia 28 e 29 de abril – 14h 30 – oficinas – laboratório
Postagem das fotos realizadas no pinholeday- dia 29 de abril 18h – es-
paço internet livre
Inscrições com 30 minutos de antecedência.
Estamos no Sesc com dois cursos regulares. De Fotografia básica – com Edison Angeloni
e Processos históricos e papel artesanal com Elizabeth Lee e Helen Ikeda.
maiores informações no www.sescsp.org.br
O curso de Papel e Processos será realizado nas manhãs de terça feira, apenas uma turma.
O de Fotografia – Introdução será de quartas de manhã, terça à tarde, quinta à noite e sábado de manhã.
Tem cursos incríveis com o Wladimir Fontes (Grupo de Estudos em Fotografia) e Livia Aquino (Projeto Fotográfico) e curso de Fotografia Intermediário com o super Guilherme Maranhão. Enfim, só não fotografa quem não quer.
Fotografia – Introdução
SESC Pompeia
13/03 a 05/07.
Turma manhã – Quartas, das 9h30 às 12h30. Turma tarde – Terça, 14h30 às 17h30. Turma noite – Quintas, das 19h às 22h. Turma sábado – Sábado, das 10h às 13h.
Aborda história, linguagens, técnicas e recursos para a manipulação de câmera reflex 35mm (filme). O laboratório fotográfico será utilizado para a revelação de filmes e para ampliação em papéis em preto e branco. Pré-requisito: possuir câmera fotográfica reflex 35mm (filme) com ajustes manuais. Orientação de Edison Angeloni. Duração: 16 encontros.
Edison Angeloniformou-se em jornalismo. É fotógrafo e professor de fotografia na Universidade São Marcos. Trabalhou durante oito anos nos laboratórios e estúdios da Faculdade de Fotografia do Senac como professor-assistente. Produtor e educador do Projeto Cidade Invertida desde 2007, desenvolve trabalho fotográfico autoral com pesquisas em pinhole e processos fotográficos históricos do século XIX.
Inscrições: Terça, 28/2, para comerciários matriculados; Quarta, 29/2, para demais usuários.
Inscrições para vagas remanescentes a partir de 3/3, sábado, 10h, até o preenchimento total das vagas.
Processos Históricos Fotográficos e Papel Artesanal
SESC Pompeia
13/03 a 03/07.
Terças, das 9h30 às 12h30.
Curso que apresenta métodos de produção de papéis artesanais nas técnicas ocidental e oriental a partir de matérias primas como algodão, curauá e bagaço de cana. Os papéis produzidos serão utilizados como suporte para processos fotográficos históricos do século XIX, em que os participantes experimentarão as técnicas de cianotipia, marrom van dyke, papel salgado e albumina. Orientação de Beth Lee e Helen Ikeda Duração: 16 encontros.
Beth Lee é formada em Fotografia pelo Senac, participou de exposições coletivas e festivais de curta metragem, como na Galeria Olido e Festival da Lapa-PR. É especialista em técnicas alternativas e históricas de revelação fotográfica. Helen Ikeda é Bacharel em História pela USP, com Especialização em Conservação de Bens Culturais Móveis (Abracor/ Escola de Belas Artes, UFRJ) e em Celulose e Papel (Escola Senai, Theobaldo de Nigris, 2005). Atua como conservadora e restauradora de papel desde 1981 e, diversas instituições como o Museu Paulista-USP, Museu de Arte Contemporânea-USP, Museu Lasar Segall e Fundação Bienal de SP. E, em ateliê particular, atua também com Papelaria Artesanal.
Inscrições: Terça, 28/2, para comerciários matriculados; Quarta, 29/2, para demais usuários.
Inscrições para vagas remanescentes a partir de 3/3, sábado, 10h, até o preenchimento total das vagas.
Não recomendado para menores de 16 anos
R$ 60,00 [inteira]
R$ 30,00 [usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, professores da rede pública de ensino e estudantes com comprovante]
R$ 15,00 [trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes]
Valores da mensalidade.
Começa Quarta que vem!
Pra quem não se inscreveu, ainda dá tempo!
Acho que é a última atividade do ano de oficinas minhas.
Hoje começa o curso em Santana!
São 4 encontros de 2 horas cada. Quartas e sextas, dia 09 a 18 de novembro.
http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/mostra_detalhe.cfm?programacao_id=206460
E já começou em Pinheiros no atelier Novo, mas quem quiser pode se inscrever.
http://atelienovo.wordpress.com
Ouvi recentemente de algumas pessoas, que quando perguntadas sobre suas atividades na fotografia, se dizem amadores ou profissionais.
No começo a gente luta pra deixar de ser amador e ser um profissional. Queremos saber de tudo relacionado à imagem fotográfica, ao fazer, as mais variadas técnicas. Queremos saber controlá-la.
E se a gente perder esse gosto de fazer a fotografia e só pensar nisso como algo automático, sem reflexão, começa a ficar cansativo, e então enfadonho.
Quem ama mesmo a fotografia, nunca deixa de ser amador. Então não vejo muita diferença entre amador e profissional, só depende de estar no caminho certo.
Este mês faremos nova oficina de Processos históricos no Sesc Pompéia e oficinas de Pinhole em Cuiabá – MT.
O curso de Processos históricos é o último do ano. Não tenho previsão para um curso desses ano que vem.
Para os que se inscreveram, espero que produzam muitas fotografias mais, tive turmas muito boas e foi um prazer trabalhar e multiplicar essas técnicas que prezo muito e admiro.
O Edison Angeloni viaja semana que vem para as aulas de pinhole em Cuiabá pelo Sesi.
Um grande amigo e ex-professor, Wladimir Fontes, está com um curso de Poéticas Fotográficas no Sesc Consolação.
Dois amigos também muito queridos estão com curso lá no Consolação também, de Fotografia Lambe-Lambe, Gustavo Falqueiro e Cássia Xavier.
Logo mais terão novas oficinas de Anthotype e Pinhole, a partir de novembro.
De novo volto ao assunto Formação da Imagem, onde se baseia todo meu trabalho e o que continua impressionando aos que presenciam tal fato. Não que eu não fique espantado a cada vez que vejo as imagens invertidas, pelo contrario, fico fascinado e é essa uma das razões que me motivam.
David Hockney bem dizia em seu livro A Câmera Secreta que mesmo os que tinham as câmeras em punho, ou seja, os fotógrafos, não conseguiam descrever com naturalidade tal cena. A maioria ficava de olhos arregalados e cheios de dúvidas. Alguns acham que existe ali algum aparato óptico que possibilitasse a projeção, não acreditando no fenômeno físico demonstrado.
Roger Bacon lá pelo ano de mil duzentos e alguma coisa, fez o mesmo, montou um quarto escuro, com a entrada da luz apenas por um pequeno orifício e observou. Chamou algumas pessoas que puderam presenciar seu feito em uma demonstração, quando puderam perceber as imagens, simplesmente se assustaram, saíram correndo desesperadamente sem saberem exatamente o que acontecia ali. Bacon foi acusado pelo tribunal eclesiástico de evocar os mortos. Excluindo a acusação, parece que não mudou muita coisa.
Podemos relacionar a câmera obscura de diversas maneiras e o mito da Caverna de Platão é uma delas, pois, homens acorrentados assistem às sombras do mundo real que são projetadas nas paredes , questionando realidade e a representação dela. Vide em post anterior em A REALIDADE É UMA COISA, que essa questão pode ser aplicada para nossa época.
Alguns meses atrás, tinha postado algo sobre albumina. Atualizei o aplicativo do wordpress e fiz algo errado, acabei perdendo uma série de posts. Mas segue aqui uma nova menção.
O Albumen pode empregar riqueza de tons à imagem.
No seu fazer, sinto sempre que é o processo que exige mais paciência e delicadeza para fazer o papel. Uma curiosidade é que nas fábricas do século XIX esse papéis eram feitos por mulheres.
Em outubro teremos a última turma do ano.
Ensino anthotype, cianótipo, marrom van dyke, papel salgado, albumina e goma bicromatada. Quinta-feira das 14:30h a 17h.
Curso super concorrido.
Tive turmas muito boas durante o ano, agradeço de coração ao Sesc pelo oportunidade de difundir esse conhecimento.
Fiquem atentos ao site do Sesc.
Um dia desses ouvi uma pessoa, mostrando seu iPad, dizer que para ver as estrelas poderia ver tudo e um pouco mais por esse aparelho fantástico. Outra pessoa disse: ih, mas está nublado, não dá pra ver o céu. E ele respondeu: Eu não preciso do céu…
Foi mais ou menos isso o que aconteceu. Não precisamos mais do céu para enxergar as estrelas…
Discutindo esse episódio, lembramos da caverna de Platão. E muita coisa que acontece acaba caindo nesse mito.
Fico pensando muito, mas muito mesmo, quando vejo uma pessoa se vestir, cortar o cabelo, usar os mesmos acessórios de uma personagem de filme. Quem é você, afinal??
Fiquei sabendo alguns anos atrás de uma pessoa que assina revista Caras, mas nem sempre tem comida em casa pros filhos.
Meu ex-cunhado parece que tem 3 carros. E diz que não pode pagar a pensão da filha dele, que ele nunca vê.
Ficamos tão presos na pretidão da caixa… eu acho que fiquei presa por um bom tempo… devo estar ainda, quem sabe.
Quando a gente mostra uma câmera obscura para as pessoas pela primeira vez, costumo ouvir frases como: Fica igualzinho lá fora hein??
Fórmula de Van Dyke
Solução A:
33ml de água destilada
9 gramas de citrato férrico amoniacal
Solução B:
33ml de água destilada
1,5 gramas de ácido tartárico
Solução C:
33ml de água destilada
3,8 gramas de nitrato de prata
Preparar as soluções separadas. Misturar solução A e B e depois bem devagar essa solução A-B em C.
Expor ao sol ou mesa de luz UV.
Lavar por um minuto e fixar numa solução de 5% de tiossulfato de sódio por até 5 minutos. Depois fazer a lavagem final.
Referência: CRAWFORD, William. The Keepers of Light. New York: Morgan&Morgan, 1979.
Nasce em maio de 1771.
Um dos meus ídolos, apesar de nunca ter visto sua imagem antes. Hoje eu me dei ao trabalho de procurar uma imagem sua.
Dizem que era um apaixonado por arte. Pra eu aprender arte teve que ser na unha, pois nada me foi ensinado na escola, sei que isso me atrasou bastante. E imagino como foi aprender arte na época dele.
Ainda jovem, curte educar crianças, sua tentativas em criar imagens através da luz dizem, pode ter se dado para ajudar na educação, pois percebe que as crianças aprendiam melhor com imagens.
Tentou sensibilizar papéis com nitrato de prata, e utilizou a camera obscura para obter as imagens. Só que não conseguia fixar sua fotografia, que escurecia por completo depois de um tempo.
Essa é uma história bem resumida, lembrei dele pois enquanto pesquisava pro TCC um belo dia encontrei um ex-professor incrível, Paulo Rossi, que ao ouvir sobre minha pesquisa contou sobre Wedgwood, entre um café e outro numa padaria da rua Clélia. Foi com ele que entendi o sistema de zonas, e eu não consigo esquecer de nada disso, graças a ele. Lembro muito de Wedgwood quando faço meus anthotypes, ou quando estou com os alunos fazendo anthotypes, com essa questão de esconder da luz e sabendo que um dia eles podem sumir também.
Pra quem quiser ver seu trabalho, já que menciono, tem que saber quem é:
http://paulorossifotografia.com.br/
http://paulorossifotografia.com.br/blog/
É um processo simples de reprodução de imagens na qual o resultado oferece tons azulados às imagens.
Processo inventado pelo John Herschel de duas soluções:
Solução A: 25 gramas de Citrato Férrico Amoniacal (verde)
100ml de água destilada
Solução B: 10 gramas de Ferricianeto de Potássio
100ml de água destilada
Misturar as duas soluções em potes separados. Se for guardar, deixe em pote escuro, protegido de luz excessiva. Para se ter uma ideia de quanto rende, preparo com 11 alunos a metade dessa fórmula, cada um faz 3 imagens e ainda sobra. Então pode ser um investimento caro inicialmente mas tem bom rendimento.
Solução de Uso: Misturar a solução na mesma proporção 1:1 e passar no papel. Cada papel dá um tom diferente de azul.
Expor na mesa de luz ou sol. Em seguida lavar com água corrente.
Sempre cito o trabalho de Atkins nas aulas de processos históricos, como uma das primeiras fotografas do mundo. O título fica entre ela e Constance Talbot.
Faz pouco tempo, queríamos um local para registrar novos cursos, compartilhar textos, imagens, referências. Esse blog está aqui para isso. Sejam bem-vindos e esperamos que gostem!